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Res publica da Severina numa alusão à Vida e à Morte de um Povo, de uma Nação, de um Estado esfaçelado!

Fotografia do acervo do Blog Caminhos de Santidade.
Reprodução proibida.
Durante alguns dias venho refletindo acerca do primeiro post nos blogs que edito, inclusive Caminhos de Santidade que carrega o título do livro Caminhos de Santidade - Um itinerário espiritual com Paulo, Bento de Núrcia e Bernardo de Claraval - Ascese e Mistica".
À proposta primeva de ambos os projetos é conduzir o Homem, entendido cá, Humanidade, ao pleno desenvolvimento em todos os aspectos das suas potencialidades. Pensei refletir acerca do desenvolvimento psicológico que é, senão, o amadurecimento do ser humano que "caminha", em nossa realidade  hodierna.
O desenvolvimento psicológico do homem sugere uma mudança gradual e contínua, como àquela metanóia proposta nos textos bíblicos da versão neotestamentária dos LXX.; da cosmovisão, do micro e do macrocosmo, dos bites e bytes, da media e dos megatrons com suas tecnologias minimax, em sua nanotecnologia. Tal desenvolvimento é contínuo, como em um processo, constituindo-se cada estágio num prenúncio e emersão, em um rompimento com círculos para alçar voo a outros, mais elevados, com variável grau de rapidez. Cada novo estágio, por sua vez, se funde e contribui para o seu sequente ou con-sequência.
Em certas ocasiões da vida e durante processos que tem uma taxa de mudança baixa, as velhas formas modificam-se lentamente e novas formas emergem gradualmente sem se discernir nenhum ponto de reorganização fundamental. Nessa condições mantém-se uma fase de equilíbrio e estabilidade relativa e torna-se difícil identificar os estágios. Contudo, quando as mudanças ão mais rápidas, certos sistemas estabelecidos sofrem uma reorganização rápida e novas características emergem de forma mais abrupta.
Durante períodos de mudança rápida, existem estados de instabilidade e desequilíbrio, as transições são mais lentas e os estágios mais definidos. Eis, portanto, a grande pertinência: mudanças geram descontrole emocional e, por conseguinte, geram violência e agressividade?
Vez por outra nos deparamos com pessoas calmas, serenas, tranquilas... politicamente corretas... E, comentamos: uma pessoa calma, uma pessoa do bem - não que não o seja - uma pessoa de Deus. E, mais adiante, tal pessoa explode em toda fúria vulcânica geradora de atos de violência e/ou agressividade para si, para consigo e para com outrem.
Pessoas extremamente caladas guardam em si sentimentos nocivos a psique como ira, mágoas, ressentimentos, dores, insucessos, rejeições tipologicamente variáveis e subjacentes; medos, fracassos: pessoa, profissional, sexual, afetivo.
O sentimento de impotência alcança um grau elevado. Muitas das vezes pelo fato de não conseguirem expressar aquilo que realmente quanto precisa ser dito. Os motivos?! Ah! os motivos são tão conhecidos quanto camuflados sem que sejam rapte-camaleoa.
A timidez, a insegurança, o receio de magoar as pessoas em virtude de sua arraigada dependência e complexo subjacente de inferioridade.
São pessoas esponja. Absorvem, absorvem, absorvem tudo sem propor um diálogo. Caracterizadas como ovelhinhas que buscam o pastor não discutem, não se defendem, aceitam tudo de maneira obediente e de forma mais passiva que as demais e diferentemente daquela obediência ativa e responsável.
Tal conjunto de situações e sentimentos arremetem ao que se denomina sofrimento psíquico e, num dado momento a panela de pressão explode: surgem as doenças psicossomáticas e a natureza humana mostra toda sua herança animal.
Tudo que teci até aqui não foge àquela realidade mais hodierna de Civilizações e Culturas, sejam elas contemporâneas ou primitivistas; e, tais realidades estiveram presentes, sejam em graus variados e diversos, na caminhada que o Homem fez e faz desde  a sua imersão no mundo e, no decorrer da sua História. Como dizem muitos e, recentemente parafraseou uma profissional da mídia: " A História se repete, trocam-se os/as personagens".
Precisamos ter uma tomada de consciência de pessoas portadoras de sentimentos humanos e que urgem expressão; opinar de maneira clara, aberta, objetiva, precisa e concisa. Ao modificarmos o comportamento original - e cá não faço referência ao Criacionismo e/ou ao Evolucionismo - observaremos nos pares, atitude de estranheza. Então, como proceder?
1. Serenidade na exposição de ideias e sugestões;
2. Objetividade;
3. Manutenção de suas características;
4. Bom senso ao expressar opiniões e não gerar fatores que evoluam em irritabilidade e estresse;
5. Prática diária de exercícios físicos;
6. Alimentação à base de frutas, legumes, sucos naturais, ingestão de bastante água... Mas como cada um tem limites, cada um identifique o seu. Observe-se com carinho, ame-se;
7. Pratique o hábito da reflexão pessoal. Medite acerca de si, de suas atitudes, reveja suas ideias, ações, projetos, faça um feed-back; e, como ensina Agostinho Hiponensis: "Senhor, que eu me conheça para conhecer a Ti".
8. Pondere suas atitudes, seus desejos. A felicidade é uma escolha, mas você precisa saber quem é  e o que você quer.
9. Saúde mental para um equilíbrio e controle;
10. Evite o consumo do álcool, drogas, tabagismo. Afinal você não é flex e, mesmo os flex's utilizam combustível ecologicamente tratado. O risco de violência em pessoas que abusam do álcool e/ou das drogas, ou da dobradinha é considerável.
Mais uma vez e, notadamente, em meus posts, utilizo o termo violênciaCá adianto para o conceito agressão em suas mais variadas conotações e como processo comportamental. A tendência a agressão e a violência pode ser concebida como traço de personalidade, como resposta aprofundada no ambiente genérico: reflexos estereotipados de tipologias pessoais até manifestações psicopatológicas.
É impossível considerar a agressão ao ser humano portador de uma dignidade humana como um evento em si, emancipada das circunstâncias e das contingências. A violência nos dias de hoje aumenta de forma estupenda, pessoas descontroladas matando e agredindo ao outro e tornando o mundo cada vez mais frio, impulsionando o medo, fazendo com que a agressão se torne cada vez mais situacional, genérica, ocupando lugar-comum.
Nestes dias, mais uma vez, presenciamos situações limites ao ser humano. Como em outros janeiros,  as modificações climáticas propostas pela Natureza, como forma de aviso a quem está desdenhando do Planeta, fez valer sua energia e quedar da abóbada celeste torrentes de verão sobre várias regiões do Hemisfério Sul. No Brasil estima-se mais de 580 mortos apenas na região serrana e adjacências do estado do Rio de Janeiro. Até ontem (passado histórico), falava-se do Morro do Bumba, nas cercanias de São Gonçalo, do referido Estado. Muitos esqueceram... Afinal, era início de ano eleitoral e, quando o ano político começa impede, grosso modo, aliena a muitos que, se passiva ou ativamente, esquecem-se de fato de tal monta.
Uma sugestão aos governantes legitimamente eleitos, diplomados e empossados em seus respectivos cargos nas mais variadas esferas e no gozo pleno de suas faculdades de gestão político-administrativa: primeiro ato de governo o agendamento prévio das visitas aos sobreviventes de catástrofes de início de ano, logo após a posse, mesmo que seja num domingo de fotos oficiais; e, aproveitem levem logo a "cesta base, qui nóis precisa".
Internautas, muitos se satisfazem com àquela cesta base e, outros, ainda, com uma "casinha" materna dos projetos sociais... Afinal, a Casa Grande está fazendo a sua parte, os membros da Oligarquia arrebanhando donativos, principalmente fraldas descartáveis mas ninguém se pergunta o real motivo de as tragédias se sucederem ano após ano e, em locais tão conhecidos, para não dizê-los "determinados". Sabe, àquela verba destinada aos desabrigados já fica reservada todos os anos. Ou melhor, para todo início de ano, nos três primeiros meses e, os nove meses restantes... Não se precisa fazer nada... As chuvas cessaram e os desabrigados que estavam em Igrejas, Ginásios de Esportes, Instituições e se inscreveram nas tão conhecidas e famigeradas listas de auxílio estão a sorrir no primeiro domingo de sol durante o churrasco na laje... Exatamente não sei em qual: se sobre àquelas que desabaram e encobrem histórias e estórias; ou, se sobre àquelas da nova moradia.. sim, a nova moradia à beira do mesmo morro que desabou ontem... Ah! ´R porque nóis não tem pronde ir... E a Justiça que determinou a saída da área de risco não tem tempo para ver ou rever que estão construindo nos mesmos locais que dantes... Ah! As prefeituras não tem pessoal suficiente e nem qualificado para fiscalizar as obras e, menos ainda, as "novas construções".
Quem serão os próximos responsáveis? Ah! Aquele besta do Luiz Santinácio que escreveu aquele artigo de "m"... E, pelo descaso? Sim! Porque o descaso ou olhos rasos frente a situações que ceifam vidas e vidas humanas (porque morrem animais como cavalos, porcos, cachorros, galos, galinhas...) é também um ato perene, de consequências inconsequentes, eloquentes, gritantes de violência e agressão à pessoa do ser humano: Homem ou Mulher; Criança ou Adulto; Jovem ou Pessoa Idosa em geral e a variada gama dos tão propalados grupos, sejam eles ou não de riscos.
Cá deixo o registro de estarmos vivendo e vivenciando com pessoas completamente descontroladas e agindo de forma repugne e re-proba.
Lembro do Mestre de Nazareth que passou pelo mundo pregando o amor, uma civilização de amor e indago: onde está o amor ao próximo? Onde, a solidariedade? Onde, a manutenção da inderrogável dignidade da pessoa humana, viva ou morta? Onde, as tão propaladas obras paquinianas?
Sou cônscio da necessidade de união na unidade e na pluralidade para transformação do mundo.
Sou cônscio de que nada é fácil...
Sou cônscio da necessidade ingente de tomada profunda de consciência por parte de cada um e de todos...
Sou cônscio de minha humanidade...
Façam-se as partes... as partes, os tijolos, as lajes... tragam as máquinas, limpem-se os terrenos... reconstruam-se as cidades...
Tudo isto pode ser feito. Mas de nada adiantará se não re-construir o modo de pensar e de agir dos homens que vivem, montam e re-montam a vida de morte da res publica Severina...
Viva a democracia! 

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Luiz Santinácio é escritor.


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