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Caminhos da Palestina

Reprodução proibida.
Do acervo particular do proprietário do Blog Caminhos de Santidade. Reprodução Proibida.

Os caminhos de Jesus são desconcertantes (cf. Is 55, 8). Deus pede sempre mais e melhor. O homem tem que aprender a andar com Deus (cf. Mq 6, 8). Por isso, para indicar uma conduta moral segura instituí-se o dom da Lei e intervém para castigar as desobediências do seu povo.


O primeiro mandamento que sustenta todos os demais é a proscrição da idolatria (cf. x 20, 2-3). Por seus profetas e sábios Deus ensina os seus a escolher o bom caminho da virtude, da justiça, da verdade, da paz (cf. 1Sm 12, 23; 1Rs 8, 36; Pr 8, 20; 12, 28; Tb 1, 3; Is 59, 8; Lc 1, 79).

A grande pertinência para o nosso tempo presente:

1. O que é a idolatria em nossos tempos atuais?

2. Diante duma realidade tão prenhe de hipocrisias e pseudo-moralismos em muitas das Instituições cíveis, políticas, religiosas e sociais como podemos escolher o bom caminho da virtude, da justiça, da verdade, da paz?

3. Que tipo de autoridade é essa que se impõe às urbes?

Jesus passa pelos caminhos da Palestina - passa também pela Comunidade Europeia, pelas Américas, pelos Balcãs, pela Antártida - chamando homens para seguí-Lo. Chama-os com autoridade que não provém de conchavos políticos, de troca de favores mas de uma vida íntegra, pautada, vivida e vivenciada no bom caminho, nas boas virtudes, na justiça, na verdade que promana da Verdade Absoluta, na Paz.

Tal adesão é a pessoa de Jesus, não a uma doutrina ou a um comportamento de vida. Adesão a uma pessoa, Não se adere a um projeto político. Não se adere a acordos e contratos construídos na penumbra das curvas das estradas mal delineadas que conduzem a caminhos paralelos onde trilham o engodo, a tramoia, a troca de favores, a propina.

Seguir Jesus significa imitá-lo até ao sacrifício. Não ao sacrifício imoral de pseudo-salvadores de uma pátria esfacelada por falsos pastores que mamam nas tetas da viúva adormecida em berço esplêndido e, como falsos pastores tosquiam suas ovelhas no inverno deixando-as ao relento e aos sabores dos ventos uivantes das noites frias da vida e respondem, quando clamam as ovelhas: "Comam ovo"!

O Mestre de Nazarerth não é só modelo de vida. É fonte de vida e vida santa (cf. Hb 5, 9; 1Cor 5, 7).

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